O que fazer com quem não é realmente seus “amigos”?

O que fazer com quem não é realmente seus “amigos”?

Facebook te engana: você não tem tantos amigos como pensa. Pode haver 300, 400, 1.000 pessoas dando likes no seu perfil. Não importa. Os amigos DE VERDADE na sua vida não devem ser mais do que 150 pessoas.   Não sou eu quem está quebrando o seu barato. São os pesquisadores. “150” é o tal…

Facebook te engana: você não tem tantos amigos como pensa. Pode haver 300, 400, 1.000 pessoas dando likes no seu perfil. Não importa. Os amigos DE VERDADE na sua vida não devem ser mais do que 150 pessoas.

 

Não sou eu quem está quebrando o seu barato. São os pesquisadores. “150” é o tal do “Número Dunbar” , calculado pelo antropólogo Robin Dunbar: é o limite médio de pessoas que fazem parte da rede de amizade da maioria dos indivíduos. Até grupos de soldados e tribos africanas parecem respeitar esse limite. E não adianta dizer que você conhece gente nova todo dia. O sociólogo Gerald Mollenhorst diz que a cada 7 anos você perde e substitui cerca de metade dos seus amigos . Sua tribo não vai aumentar.

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Por isso, está na hora de aprender a lidar com esses 300, 400, 1.000 “amigos” que você ACHA que tem hoje em dia. Porque antigamente era fácil se desligar desses meros ”conhecidos” que apenas “passam” pela sua vida. Gente que você conhece no trabalho, na faculdade, em festas, etc. Normalmente elas desapareciam com o tempo. Mas hoje o Facebook deixa todo mundo ali, pendurado, como um álbum de figurinhas pra colecionar.

Eles estão lá, mas não estão na sua vida. Você sabe para onde viajam. Sabe até como é a cara das mães deles. Mas, de fato, você não sabe nada daquilo que realmente importa na hora de “conhecer” alguém. Não, não dá para “sacar” as pessoas apenas vendo as fotos do que elas comem.

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Tem até gente que gostaria de ser mais chegado a você, mas são meros figurantes da sua vida. São como os “camisa vermelha” de Jornadas nas Estrelas: personagens extras que servem para fazer volume e depois morrem de forma pavorosa, sem ninguém se importar. Os “figurantes” da sua vida são assim, também: você não liga muito pra eles. Se um deles for devorado por um monstro alienígena você vai, no máximo, tascar um emoji tristinho no perfil dele.

 

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E, sim, sinto lhe dizer: você também é o “camisa vermelha” de muita gente. Você quer fazer parte da vida dessas pessoas, mas elas são legais demais para você. Você é só um figurante e está escalado para desaparecer no próximo capítulo. Mas, ops, o Facebook mantém vocês em contato. Aí complica.

 

Porque um dia acontece uma situação extremamente embaraçosa e, infelizmente, comum: você encontra aquele “figurante” da sua vida na rua. Ou você se vê diante do astro daquela vida em que VOCÊ é o figurante. Sobre o que vocês podem conversar, se não têm nenhuma afinidade? Nessas horas, geralmente acontece um balé de frases cordiais e envergonhadas. E cujo significado verdadeiro eu mostro abaixo:

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Bom te ver! – Te ver não fez a MENOR diferença no meu estado de espírito. Ok, também não foi ruim. Mas vou esquecer esse encontro na hora em que virar a esquina.

 

-O que você anda fazendo? – Não quero uma epopeia digna de um romance russo. Quero uma sinopse. Uma linha. Se possível, uma hashtag.

 

-Como estão as coisas? – Não sei o que você fazia antes e nem o que você faz agora. Quero apenas ouvir, balançar a cabeça e dizer algo neutro, como “legal”.

 

Tá tudo bem com você? – É só uma pergunta para tocar a conversa. Tipo “e esse tempo, né?” Eu não quero saber como você está. Principalmente se você NÃO estiver bem!

 

Precisamos nos ver mais! – Acho até legal ver você mais uma vez. Mas não vou mover uma palha sequer para que isso ocorra.

 

No fim, os dois sorriem e acenam. Não vão se ver mais, a não ser que role outra coincidência. Não vão querer saber mais nada um sobre o outro. Mas o Facebook vai continuar dizendo que são amigos. Estranho, né?

Por isso, talvez a gente tenha que encarar nossa rede de amizades da mesma forma como fazemos com o nosso armário: roupa que não foi usada no último ano deve ser descartada. É preciso limpar nossa “gaveta de amizades” e passar adiante aquilo que não serve mais. Sabe aquele seu amigo engraçado, mas reacinha e preconceituoso? Doe pra alguém. Tem que goste.

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Evite acumular amigos só pelo volume. Não seja uma “Imelda Marcos”, ex-primeira dama das Filipinas que tinha mais de mil pares de sapatos. Sapatos demais ocupam espaço. Algumas pessoas também. Principalmente o reacinha.

 

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Porque um dia você vai encontrar aquela pessoa. E, por incrível que pareça, “Foi bom te ver!” Mas não…não vai ser!

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3 Comments

  • Renan
    12/06/2016, 3:55 pm

    Excelente texto, Marcelo! Engraçado como é a perspectiva que vemos e somos vistos…

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    • Marcelo Dias@Renan
      15/06/2016, 10:56 pm

      Pois é, Renan! A gente se acha “superstar”. Mas muitas vezes é só mesmo um coadjuvante, rsrsrs. abs

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  • Mario Martins
    11/06/2016, 7:17 pm

    Verdade. Mas proponho um exercício prático para reduzir mais esse número. Pra quantos desses 150 vc pode ligar no meio da noite? Quantos vão parar o que estiverem fazendo pra te ajudar? Quantos vão oferecer pra olhar seus filhos enquanto vc resolve o problema? Quantos irão realmente doar sangue pra vc? Quantos irão até a cidade que você mora pra fazer qualquer uma das coisas anteriores? Quantos irão te emprestar dinheiro? Pra quantos deles vc faria qualquer uma das coisas anteriores? Faça as contas. Se vc ficar com mais de 3 amigos vc realmente é um felizardo.

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