Por que a bunda é a paixão nacional brasileira?

Por que a bunda é a paixão nacional brasileira?

O assunto é paixão nacional: a BUNDA. Mas já parou para pensar na origem de tamanho gosto pelo atributo? Que os glúteos, nádegas, popozão, rego e até mesmo lombo, como é chamado, são a preferência do brasileiro nós já estamos cansados de saber. Ok. As raízes de tudo isso são bem antigas e começam lá no século…

O assunto é paixão nacional: a BUNDA. Mas já parou para pensar na origem de tamanho gosto pelo atributo?

Que os glúteos, nádegas, popozão, rego e até mesmo lombo, como é chamado, são a preferência do brasileiro nós já estamos cansados de saber. Ok.

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As raízes de tudo isso são bem antigas e começam lá no século XVI. Supoe-se que foi no livro Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, que houve a primeira menção a esse assunto. Nele, homens casados casam-se novamente com mulatas, adultos europeus ou de procedência européia pecam contra a natureza, em sexo anal ou oral, com jovens, quer da terra, quer da Guiné. A participação nessas práticas da gente da terra parece indicar que eles próprios se deram à sodomia (sexo anal) ou à pederastia (sexo entre homem e rapaz mais jovem), com o abuso de bundas já então praticado, quer por europeus em não-europeus, quer em euro-ameríndias e euro-afronegras.

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As mulheres negras fizeram-se notar por suas nádegas protuberantes, eram consideradas sexualmente provocantes, insunuando seu uso e até mesmo abuso. Por conta do tamanho da bunda e da direta associação desta à prática anal (pelos senhores), nasceram as expressões “cus de pimenta” ou “rabos ardorosos”.

cu de pimenta

Vieram da Angola e de Cabo-Verde os responsáveis pela bunda tal qual conhecemos hoje. Para fazer menção à traseira da mulher os portugueses diziam “nádegas” ou “região glútea”. Os escravos vindos dessa região da Africa eram os Bantos, chamados de “bundos”, falavam o idioma “ambundo”. Os bantos eram baixinhos e bundudos, possuíam, portanto, nádegas avantajadas. Quando uma mulher bunda passava por portugueses, eles comentavam “Que bunda!”, em referência à africana, e não à bunda da mesma. Em pouco tempo, o termo bunda tornou-se sinônimo de nádegas. E aí está a famosa BUNDA de hoje!

bunda negra

As bundas avantajadas das escravas mulatas eram fortemente relacionadas ao sexo anal e, portanto, ao sexo mais selvagem, uma vez que as mulheres brancas dos portugueses não o praticavam.

Há várias hipóteses que rodeiam o surgimento da paixão brasileira pelas nádegas da mulher. Dentre elas uma aponta o Concílio de Trento, em que ficou proibido qualquer posição sexual que não fosse a “papai-mamãe”, como “culpado”, por transformar a região glútea em uma zona de desejo. Outra diz que tudo está relacionado à busca inconsciente por um parceiro reprodutor que gere bons descendentes, relacionando uma bunda protuberante à boa saúde da mulher e, portanto, à uma continuação da espécie saudável.

papai mamae

Falando em bunda, você sabe quem é Sarah Baartman?

Há fotos e textos sobre ela circulando pela internet nesses últimos dias. Uma das bundas mais famosas da história negra, Baartman sofreu por ter glúteos muito maiores do que o padrão europeu da época.

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Foi exposta em shows, como uma aberração, europeus mais abastados podiam tocá-la e cutucá-la em suas nádegas, foi constantemente abusada e induzida à prostituição. Depois de morta Sarah foi dissecada, empalhada e teve suas partes íntimas expostas. Até mesmo a sua genitália, a qual ela nunca permitira exibir em vida.

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Será que a paixão brasileira pela bunda tem algo a ver com Sarah Baartman? Infelizmente não encontramos pesquisas que relacionassem ambos, mas vale a pena investigar, não?!

 

 

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